FRASE - PENSAMENTO

1- DAI-ME SENHOR A PERSEVERANÇA DAS ONDAS DO MAR, QUE FAZEM DE CADA RECUO UM PONTO DE PARTIDA.

2- Os governos confundem "Padrão Fifa" com "Patrão Fifa", e aí fazem tudo que ela manda. (Blog de Jose Simão).

3- É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é um idiota do que falar e acabar com a dúvida. (Abraham Lincoln)

4- Nada é mais temido por um covarde do que a liberdade de pensamento (Luiz Felipe Pondé).

5- Existe no silêncio uma tão profunda sabedoria que às vezes ele se transforma na mais profunda resposta (Fernando Pessoa).

6- Conheça-te a ti mesmo, torna-te consciente de tua ignorância e serás sábio. - Quatro características deve ter um juiz: ouvir cortesmente, responder sabiamente, ponderar prudentemente, e decidir imparcialmente. (Sócrates).

7- “Deus lapidou a mulher com o cinzel do amor e o malhete da harmonia preparando-a para ser mãe.” (Marikaa)

8- "A espada sem a balança é a força bruta; a balança sem a espada é o direito impotente; completam-se mutuamente: e, na realidade, o direito só reina quando a força dispendida pela justiça para empunhar a espada corresponde à habilidade que emprega em manejar a balança". Rudolf von Ihering
9- "Uma Nação, com N maiúsculo, precisa de eficiência de alto a baixo - desde a rede de energia até a rede de esgoto". (Alex Campos - Jornalista)
10- "Não vamos desistir do Brasil". (Eduardo Campos)
11- Devemos entregar nossas questões ambientais aos ambientalistas, aos técnicos ambientais, e aos geólogos, se desejarmos alguma conquista, pois se deixarmos por conta da Justiça, dos Tribunais, dos políticos, não haverá solução.
12- Preliminarmente urge dizer:
"Sei que minha caminhada tem um destino e um sentido, por isto devo medir meus passos, devo prestar atenção no que faço e no que fazem os que por mim também passam ou pelos quais passo eu... " Que eu não me iluda com o ânimo e o vigor dos primeiros trechos, porque chegará o dia em que os pés não terão tanta força e se ferirão no caminho, cansando-se mais cedo... Todavia, quando o cansaço houver chegado, que eu não me desespere e acredite que ainda terei forças para continuar, principalmente, quando houver quem me auxilie..." E, pode-se dizer mais, que nesta caminhada descobre-se que a aposentadoria não é concreta (apesar do Decreto), é abstrata, um novo estado de espírito, de quem sai da ativa para a inativa, "in casu" torna-se uma "via crucis", um sofrimento que impede um planejamento futuro. Se alguém chegou, haverei de também chegar, ainda acreditando que tenho forças e que haverá quem me seja justo." (pelo blogueiro à época dirigido ao Conselheiro do TCE-RJ).

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

PROFESSORES DESVALORIZADOS



PROFESSORES DESVALORIZADOS

Apesar de novo piso, salário de professor continua baixo

O Ministério da Educação deve divulgar nesta quarta-feira um novo aumento no piso nacional do professor. De acordo com estimativa da CNM (Confederação Nacional de Municípios), com o reajuste o salário dos docentes deve ficar em R$ 1.918,16.

Para Roberto Franklin de Leão, presidente da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), o valor ainda é baixo. “É um aumento importante, mas está abaixo do que esperamos”, afirma.

Segundo Leão, um piso razoável estaria em torno de R$ 2.900, mais próximo do salário mínimo ideal calculado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

De acordo com dados OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), os professores brasileiros têm salários menores do que seus colegas em diversos países do mundo.

Numa comparação feita entre 38 países, o Brasil ficou em penúltimo lugar, com um salário anual de 10.375 dólares PPC (Paridade Poder de Compra). Ganhamos apenas da Indonésia.

Os dados são de um relatório de 2014, e referem-se aos salários recebidos em 2012 (veja tabela abaixo).

Para Mozart Neves Ramos, do Instituto Ayrton Senna, de 2012 para cá o cenário melhorou, mas não mudou muito. “Desde a lei do piso, o salário do professor no Brasil tem tido aumentos importantes. O problema é saímos de um patamar muito baixo”, afirma.

Segundo Ramos, em relação aos outros países o Brasil continua com professores pouco valorizados.

“O que os países que estão no topo na educação mundial têm em comum? O fato de os jovens nesses lugares desejarem se tornar professores. A atratividade da carreira do magistério é estratégica para ter uma educação de qualidade. E isso não mudou por aqui”, explica.

Exame.com
Mariana Desidério


SUPERAVIT E DEFICIT PRIMÁRIO



SUPERAVIT E DEFICIT PRIMÁRIO

Superávit primário é o resultado positivo das contas do governo

Superávit primário é o resultado positivo de todas as receitas e despesas do governo, excetuando gastos com pagamento de juros. Nas contas do governo, o chamado déficit primário ocorre quando esse resultado é negativo.

Já o superávit operacional é o resultado positivo das contas do governo incluindo as despesas com juros das dívidas interna e externa do setor público. O resultado negativo chama-se déficit operacional.

Em orçamentos públicos, o superávit é sempre quando há receita superior à despesa, decorrente de um aumento da arrecadação ou de um decréscimo dos gastos. Quando as despesas e pagamentos são maiores que a arrecadação ocorre um déficit orçamentário.

Na balança comercial, o superávit significa um valor das exportações superior ao das importações. O déficit da balança comercial ocorre na situação oposta: quando o valor total das importações é superior ao das exportações.

O superávit cambial ocorre quando a entrada de moedas estrangeiras no conjunto das transações do país com o resto do mundo supera a saída dessas moedas em determinado período. Quando ocorre o contrário, há o chamado déficit cambial.

No balanço de pagamentos, o superávit é registrado quando o resultado da soma de todas as entradas de divisas decorrentes das várias operações com os demais países é maior do que às saídas de divisas. O oposto é o chamado déficit no balanço de pagamentos.

O balanço de pagamentos é o registro de todas as transações econômicas e financeiras realizadas por residentes de um país com os dos demais países, incluindo:

1) Transações correntes [balança comercial; balança de serviços e transferências unilaterais]

2) Movimento de capitais.

Há ainda os chamados superávit e déficit em conta corrente ou em transações correntes. O déficit em conta corrente ocorre quando a soma das balanças comercial e de serviços e as transferências unilaterais do balanço de pagamentos apresenta resultado negativo. O oposto denomina-se superávit.

Helena Daltro Pontual


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Déficit primário registra pior resultado para meses de novembro

O Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) teve resultado primário deficitário em R$ 6,711 bilhões em novembro. Isso significa que o esforço fiscal não foi suficiente para garantir a economia para pagamento dos juros da dívida. O número é o pior para meses de novembro desde o início da série histórica, em 1997. Os dados foram divulgados hoje (29) pelo Tesouro Nacional.

Com o resultado, o déficit acumulado no ano pelo Governo Central atingiu R$ 18,319 bilhões em novembro. A meta reduzida de superávit primário para 2014 é R$ 10,1 bilhões. Originalmente, era R$ 80,7 bilhões, mas foi reduzida em razão da queda na arrecadação e aumento de gastos.

De janeiro a novembro, as receitas líquidas do Governo Central cresceram 2,8%. Os gastos, porém, aumentaram em ritmo maior: 12,7%. As despesas com folha de pagamento cresceram 8,5%.

O maior crescimento, entretanto, ocorreu nas despesas de custeio (manutenção da máquina pública) e capital, que subiram 18,4%. Nessa rubrica, as variações mais significativas foram o aumento de 16,4% nas despesas discricionárias (geralmente investimentos, que o governo pode ou não executar) e de 33,9% nas despesas com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
    29/12/2014 10h37
    Brasília
Mariana Branco - Repórter da Agência Brasil Edição: José Romildo
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O que é? - Superávit primário

Para entender o significado dessa expressão é útil, antes de mais nada, lembrar que superávit quer dizer resultado positivo. Surge quando, ao final de um período, se veifica que os gastos foram menores do que a receita. Caso contrário registra-se déficit. Isso no orçamento familiar, em empresas e no governo. O superávit primário se refere às contas do governo. Toda vez que ele acontece significa que a arrecadação do governo foi superior a seus gastos. Mas há um detalhe: no cálculo não são levados em consideração os juros e a correção monetária da dívida pública, deixados de lado porque não fazem parte da natureza operacional do governo - são conseqüências financeiras de ações anteriores. O resultado primário, seja ele superávit ou déficit, é um indicador de como o governo está administrando suas contas. Verifique, no gráfico abaixo, que nos últimos 12 meses o governo federal só registrou déficit em dezembro de 2004.

2005. Ano 2 . Edição 10 - 1/5/2005
por Andréa Wolffenbüttel


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Após 18 horas, Congresso altera cálculo do superávit.

É a sexta vez que a mudança é realizada nos últimos anos – FHC fez alterações em 2001 e Lula, em 2008 e 2009, e Dilma em 2011 e 2013.

Em sessão que durou mais de 18 horas e terminou perto das 5h da manhã desta quinta-feira 4, o Congresso Nacional aprovou o projeto de lei que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2014, permitindo a revisão da meta de resultado fiscal deste ano. Apesar da longa obstrução dos oposicionistas, o governo conseguiu manter o quórum e aprovar o projeto por votação nominal. Foram 240 votos a favor, na Câmara e 39 no Senado.

Após a aprovação do texto principal, os parlamentares rejeitaram, por votação simbólica, três destaques que propunham mudanças no projeto. O último destaque, por falta de quórum, não foi votado. Em função disso, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), marcou nova sessão para terça-feira 9, às 12h. Está pendente de votação emenda do deputado Domingos Sávio (PSDB-MG) que tenta limitar as despesas correntes discricionárias (que o governo pode escolher se executa ou não) ao montante executado no ano anterior.

O texto aprovado garante ao governo a possibilidade de usar mais que o limite atual de 67 bilhões de reais para abater despesas a fim de chegar à meta do superávit primário, fixada em 116 bilhões. O superávit primário é a economia obrigatória feita pelo governo para pagar juros da dívida.

Segundo a mudança aprovada, todos os gastos com ações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e com as desonerações tributárias concedidas neste ano poderão ser deduzidos da meta. A execução do PAC até o início de novembro soma 51,5 bilhões de reais, enquanto as desonerações, segundo a Receita Federal, estavam em 75,1 bilhões de reais até setembro. Como todas essas despesas devem subir até dezembro, o valor do desconto pode passar dos 140 bilhões de reais, mais do que o dobro do abatimento em vigor.

A sessão foi marcada por vários embates em Plenário entre governo e oposição, que obstruiu os trabalhos com todos os instrumentos regimentais possíveis. A oposição considera que a revisão da meta fiscal compromete a credibilidade da economia brasileira com investidores internacionais e entende como uma manobra para evitar que a presidenta Dilma Rousseff responda por descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Os governistas, no entanto, alegam que o projeto visa a evitar que o governo tenha que fazer cortes radicais em todas as áreas e programas para alcançar a poupança prevista inicialmente.

Para o economista Luiz Fernando de Paula, professor da Faculdade de Economia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), ouvido por CartaCapital no mês passado, a mudança no cálculo do superávit primário era um "mal menor" diante da possibilidade de o governo ser obrigado e cumprir a meta "com receitas extraordinárias e uso de contabilidade criativa". "O abatimento de desonerações e investimentos do PAC me parece um 'mal menor', mas justificável perante o mal desempenho da economia brasileira, ainda que criticável, pois ex post as medidas de estímulo ao crescimento foram pouco efetivas", afirmou.

Manifestantes não entram

Um grupo de manifestantes contrário à aprovação do projeto tentou acompanhar a sessão da Câmara, mas foi impedido por determinação de Renan Calheiros (PMDB-AL). O presidente do Congresso mandou retirar as pessoas das galerias abertas ao público e, depois, barrou sua entrada ao determinar a formação de um cordão de isolamento pela Polícia Legislativa. Os manifestantes hostilizaram integrantes da base aliada, como José Sarney (PMDB-AP), e ovacionaram oposicionistas como o senador Aécio Neves (PSDB-MG), candidato derrotado ao Planalto, e o deputado Jair Bolsonaro (PTB-RJ). "Bolsonaro, guerreiro, orgulho brasileiro", gritaram os manifestantes. "Isso aqui é a ditadura do PT. Se fossem marginais do MST [Movimento dos Sem-Terra], o PT tinha colocado para dentro", disse Bolsonaro.

A oposição também criticou o fato de a liberação de emendas parlamentares – aquelas feitas pelos congressistas – terem sido embutidas na negociação política entre o Executivo e o Legislativo. Na mudança aprovada nesta quinta-feira 4, os oposicionistas criticaram a edição de um decreto (8.367/14) de liberação de recursos represados, em um total de 10 bilhões de reais, condicionados à aprovação das mudanças no cálculo do superávit primário. Segundo a oposição, o problema é que, além do condicionamento, nesses 10 bilhões de reais há 444 milhões de reais para emendas parlamentares individuais ao Orçamento de 2014.
Para o líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE), não se tratou de uma manobra do governo para forçar a aprovação das mudanças. Segundo Pimentel, a própria LDO obriga a publicação do decreto com o valor que está sendo liberado para custeio, no qual está inserido um percentual para as emendas parlamentares devido à regra do orçamento impositivo incluída na LDO 2014.
Lula e FHC também alteraram cálculo
A mudança na forma como o governo pode cumprir as metas de superávit primário não é novidade na legislação orçamentária. A primeira delas ocorreu em 2001, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), quando foi mudada na LDO a forma de citação do superávit: de percentual do Produto Interno Bruto (PIB) para um valor em reais. A alteração permitiu o uso de um superávit maior de estatais (10 bilhões de reais) para compensar um déficit primário nos orçamentos fiscal e da Seguridade (8 bilhões de reais a menos que a meta de 28 bilhões de reais).
Com a crise econômica mundial que começou em 2008, houve mudanças no superávit em dois anos do segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: em 2009 e 2010. Em 2009, o governo encaminhou a mudança ao Congresso com o argumento de que a LDO daquele ano, aprovada em agosto de 2008, antes de estourar a crise de liquidez nos Estados Unidos, previa um cenário macroeconômico que não se realizou no ano seguinte. A meta dos orçamentos fiscal e da Seguridade foi diminuída de 2,2% do PIB para 1,4%. Em 2010, houve a exclusão da meta para as estatais, que passou de 0,2% do PIB para zero.
No governo Dilma Rousseff, na LDO de 2011, o Congresso também zerou o superávit primário das estatais, em um total de 7,6 bilhões de reais. Em 2013, outra mudança retirou a necessidade de o governo federal compensar a meta global de superávit devido às dificuldades dos governos estaduais de cumprir sua parcela de economia. A meta exclusivamente federal continuou em 108 bilhões de reais.

A sessão foi tumultuada e realizada sem a presença de manifestantes, que protestavam contra as mudanças e foram impedidos de entrar no Plenário
 por Redação — publicado 04/12/2014

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Meta fiscal
Congresso aprova projeto que muda cálculo do superávit primário

O Congresso Nacional concluiu, nessa terça-feira (9/12), a votação do Projeto de Lei 36/14 que altera a forma de cálculo do superávit primário a fim de permitir ao governo descontar mais recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de desonerações tributárias para atingir a meta de resultado fiscal de 2014. O texto também altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2014.

Na última quinta-feira (4/12), em sessão que durou mais de 18 horas, o Congresso Nacional havia aprovado o texto-base do projeto e rejeitado três emendas. Entretanto, ficou faltando analisar uma emenda, que foi rejeitada nesta terça-feira. Com isso, o PLN foi aprovado sem qualquer alteração e vai para sanção presidencial.

O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), foi contra a aprovação e disse que o partido deve recorrer ao Supremo Tribunal Federal. De acordo com ele, se sancionada, o PSDB irá ingressar com uma Ação Direta de Inconstitucinalidade no STF. Esta não será a primeira ação da oposição contra a mudança na meta fiscal.

No final de novembro, antes do texto ser aprovado pela Câmara, o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP) pediu ao Supremo que suspenda a tramitação do projeto e o seu arquivamento. Em Mandado de Segurança, o parlamentar afirma que o projeto viola o artigo 165 da Constituição Federal e o Plano Plurianual 2012-2015, e por isso não pode continuar a tramitar. Porém, até hoje o MS não foi analisado pelo ministro Luiz Fux.

Sem teto de abatimento
Na prática, o PLN 36/2014 retira da LDO deste ano o teto de abatimento da meta de superávit, inicialmente estabelecida em R$ 116,1 bilhões. A regra original previa que o governo poderia abater até R$ 67 bilhões da meta, com base nos investimento do PAC e das desonerações tributárias destinadas a estimular setores da produção, principalmente o automobilístico e o de eletrodomésticos.

Ao não estabelecer um teto, o projeto abre a possibilidade de o governo abater da meta fiscal até o total do PAC mais as desonerações, valor que já passou de R$ 130 bilhões. Agora, o Executivo pode manejar o superávit e, mesmo que feche as contas com déficit primário, não terá descumprido a meta definida pela LDO em vigor (Lei 12.919/2013).

Na semana passada, o governo comunicou que pretende obter superávit primário de pelo menos R$ 10,1 bilhões em 2014. A estimativa consta do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias, publicado pelo Ministério do Planejamento a cada dois meses com parâmetros para a execução do Orçamento da União. A última edição foi divulgada em 21 de novembro.

Até setembro, o resultado das contas públicas do governo registrou déficit de R$ 20,4 bilhões — o pior resultado mensal desde 1997. No acumulado de janeiro a setembro, o resultado é deficitário em R$ 15,7 bilhões.

Críticas da oposição
Durante a votação do projeto, os oposicionistas criticaram a edição de um decreto (8.367/14) de liberação de recursos represados, em um total de R$ 10 bilhões, condicionados à aprovação do PLN 36/14.

Segundo a oposição, o problema é que, além do condicionamento, nesses R$ 10 bilhões há R$ 444 milhões para emendas parlamentares individuais ao Orçamento de 2014. As emendas direcionam recursos para obras em municípios indicados pelos parlamentares.

O governo argumenta que a própria LDO obriga a publicação do decreto com o valor que está sendo liberado para custeio, no qual está inserido um percentual para as emendas parlamentares devido à regra do orçamento impositivo incluída na LDO 2014.

Mudança não é nova
A mudança na forma como o governo pode cumprir as metas de superavit primário não é novidade na legislação orçamentária. A primeira delas ocorreu em 2001, no governo Fernando Henrique Cardoso, quando foi mudada na LDO a forma de citação do superavit: de percentual do Produto Interno Bruto para um valor em reais.

A alteração permitiu o uso de um superavit maior de estatais (R$ 10 bilhões) para compensar um deficit primário nos orçamentos fiscal e da Seguridade (R$ 8 bilhões a menos que a meta de R$ 28 bilhões).

Com a crise econômica mundial que começou em 2008, também houve mudanças no superavit em dois anos do segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: em 2009 e 2010.

Em 2009, o governo encaminhou a mudança ao Congresso com o argumento de que a LDO desse ano, aprovada em agosto de 2008, antes de estourar a crise de liquidez nos Estados Unidos, previa um cenário macroeconômico que não se realizou no ano seguinte. A meta dos orçamentos fiscal e da Seguridade foi diminuída de 2,2% do PIB para 1,4%.

Já em 2010, houve a exclusão da meta para as estatais, que passou de 0,2% do PIB para zero.

No governo Dilma Rousseff, na LDO de 2011, o Congresso também zerou o superavit primário das estatais, em um total de R$ 7,6 bilhões. Em 2013, outra mudança retirou a necessidade de o governo federal compensar a meta global de superavit devido às dificuldades dos governos estaduais de cumprir sua parcela de economia. A meta exclusivamente federal continuou em R$ 108 bilhões. Com informações da Agência Câmara e Agência Senado.
10 de dezembro de 2014
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Explicando o economês: superávit primário

Já estamos em época de campanha eleitoral, e, para ajudar a entender o economês tão presente no discurso dos candidatos, vamos discutir o conceito de superávit, que mais uma vez está em voga no Brasil devido às críticas em relação ao excesso de gastos do setor público.

O superávit divide-se em nominal e primário. O nominal refere-se à arrecadação do governo menos suas despesas, as quais abrangem tanto gastos correntes, como pagamento de salários do funcionalismo público, quanto investimentos. Este conceito sintetiza a situação de financiamento do setor público; se existe déficit nominal na economia significa que o governo não tem capacidade para pagar suas contas e, portanto, é necessário recorrer a outras fontes de financiamento, como a emissão de títulos da dívida pública.

Já o superávit primário exclui do cálculo gastos com juros da dívida; este termo é tão citado no Brasil devido à expressiva parcela do PIB que sistematicamente deve ser reservada para o pagamento de tais juros. No passado o Brasil contraiu grandes empréstimos do FMI, e uma das exigências do fundo era atingir metas positivas de superávit primário. O problema é que para isso o país deveria reduzir suas despesas, o que era feito principalmente através da redução dos níveis de investimento; assim, os políticos tendiam a resistir a recorrer ao Fundo para evitar, dentre outros, este possível entrave ao crescimento do país.

Hoje em dia o superávit primário continua sendo uma medida de interesse, mas não mais devido ao FMI (o Brasil, inclusive, tornou-se credor do Fundo em 2009), mas sim devido à enorme proporção da dívida pública, que está em aproximadamente 43% do PIB, e hoje é composta principalmente pela dívida interna. Apesar deste alto valor exigir cautela nos gastos do governo, ainda estamos distante de países como a Grécia, cuja dívida é de aproximadamente 100% do PIB, o que desencadeou a profunda crise econômica no país em 2010.

Isabel Musse é formada em Ciências Econômicas pela Universidade Federal de Minas Gerais e mestranda em Economia na FGV-SP. Para entrar em contato com nossa colunista, basta escrever um e-mail para belmusse@yahoo.com.br.
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 FMI diz que Brasil não vai cumprir meta de superávit primário.

Diante da desaceleração da economia neste ano, o Brasil não vai conseguir cumprir a meta de superávit primário (a economia dos gastos públicos para o pagamento dos juros da dívida), diz um relatório publicado nesta quarta-feira pelo FMI (Fundo Monetário Internacional).

Segundo o relatório "Monitor Fiscal", o superávit primário em 2014 será de 1,3% do PIB (Produto Interno Bruto), abaixo da meta de 1,9% estabelecida pelo governo.

O FMI diz que o resultado se deve "ao ritmo de atividade econômica no ano menor do que o esperado".

Na terça-feira, em outro relatório, o FMI rebaixou sua projeção de crescimento para a economia brasileira neste ano de 1,3% para 0,3%.

Apesar de o governo manter a meta de superávit primário em 1,9% neste ano, os analistas de mercado brasileiro já vem apostando em resultado menor.

Segundo o mais recente Boletim Focus, divulgado na segunda-feira pelo Banco Central, a previsão é de que o indicador feche em 1%.

Para 2015, o FMI prevê que a economia brasileira deverá ter desempenho um pouco melhor, com avanço de 1,4%, e o superávit primário será de 2%.

Em 2016, a projeção é de superávit primário de 2,5%.

O relatório, divulgado durante a reunião anual do FMI e do Banco Mundial, em Washington, reúne projeções sobre as contas públicas de diversos países.

O FMI projeta que a o déficit nominal brasileiro fique em 3,9% do PIB neste ano e recue para 3,1% em 2015.

Para a dívida pública a projeção é de 65,8% do PIB neste ano, abaixo da previsão anterior, de abril, que era de 66,7%. No ano que vem, deve ficar em 65,6%.

Leia mais na BBC Brasil: FMI reduz para 0,3% previsão de crescimento do PIB brasileiro
Alessandra Corrêa De Winston-Salem (EUA) para a BBC Brasil

    8 outubro 2014



quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

FIFA PROIBE CO-PROPRIEDADE DE JOGADORES



           
FIFA PROIBE CO-PROPRIEDADE DE JOGADORES

Fifa proíbe investidores no futebol a partir de 1º de maio de 2015

A partir do dia 1º de maio de 2015, está proibida a participação de investidores em direitos econômicos de atletas. A decisão foi anunciada pelo Comitê Executivo da Fifa, que se reuniu nesta sexta-feira no Marrocos.
Os contratos assinados antes de 31 de dezembro deste ano terão a validade de sua duração. Os acordos firmados entre 1º de janeiro  e 30 de abril de 2015 só poderão ter um ano de duração.
Na prática, a nova regra protege os investimentos já feitos, restringe os acordos feitos entre janeiro e abril e proíbe esse tipo de negócio a partir de maio.
As principais negociações em curso neste período no futebol brasileiro ocorrem com a presença de investidores. O mercado já via com receio as possíveis restrições - motivo pelo qual há menos dinheiro circulando agora do que em outras janelas de transferência.
Mas ninguém esperava uma medida tão dura e com prazo tão apertado quanto esta anunciada hoje pela Fifa.
Os clubes brasileiros, espanhóis, portugueses e os do leste europeu são os mais afetados pela medida.
A decisão de banir os investidores (que a Fifa chama de "terceiros") já havia sido tomada na última reunião do Comitê Executivo, em setembro. Faltava definir importantes, como a data de início das novas regras e o prazo para que o mercado se adapte.
Bastidores FC
Sexta-feira, 19/12/2014  por Martín Fernandez
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Futebol em mudança

Da Liga Europa para

A Champions, sem fundos

Das alterações anunciadas às mudanças de última hora, passando pelas intenções declaradas do líder da FIFA, o futebol prepara-se para um ano cheio de novidades fora das quatro linhas.

A nível europeu, esta será a primeira época em que o vencedor da Liga Europa ganhará o direito de participar na Liga dos Campeões da temporada seguinte. O clube vencedor da segunda competição da UEFA terá lugar reservado no playoff de apuramento para a Champions mas até pode ser colocado diretamente na fase de grupos caso o vencedor da prova-rainha garanta a qualificação na sua liga doméstica.

Também confirmada está a proibição da co-propriedade de jogadores por clubes e fundos de investimento, decretada pela FIFA na semana passada. A regra entrará em vigor a 1 de Maio, sendo que os acordos existentes ficarão salvaguardados até ao final dos contratos.

Ainda na FIFA, o presidente Sepp Blatter manifestou a vontade de “testar” o recurso a imagens de TV em lances polémicos durante o Mundial de sub-20 do próximo ano. A ideia do suíço é dar aos treinadores a oportunidade de reclamar da decisão arbitral “uma ou duas” vezes em cada parte. Se tiverem razão, a decisão arbitral fica sem efeito.

O ano verá ainda a Alemanha aderir à tecnologia para confirmar a passagem da bola na linha de golo, que a Inglaterra estreou em 2014.
Desporto
Em 2015 há novas regras no futebol

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Fifa antecipa fim de investidores em atletas para 2015 e afeta Brasil

Em reunião do seu comitê executivo, a Fifa marcou para 2015 o fim dos investidores em direitos de jogadores. A notícia é uma verdadeira bomba no mercado brasileiro que tem contado principalmente com empresários e fundos para contratar atletas, e esses já tinham reduzido o valor gasto por receio.

Pelo comunicado da federação internacional, a partir de maio do próximo ano estão proibidos novos contratos em que terceiros têm direitos sobre atletas. Mas já em janeiro os novos compromissos estão limitados ao período de um ano, regra que valerá até abril. Acordos assinados até 2014 ainda serão válidos até acabarem.

A medida é muito mais dura do que vinha sendo discutida no grupo de estudo da Fifa sobre o assunto, segundo apurou o blog. A intenção inicial era fazer uma transição que poderia durar até quatro anos. Essa era a reivindicação dos clubes sul-americanos, enquanto federações europeias tentavam acelerar o processo.

Mais, os investidores em jogadores no Brasil já estavam receosos de colocar dinheiro à espera da regulamentação da entidade. Agora, devem tirar o pé de vez de botar recursos em negociações, ou fazer contratações com rapidez no máximo até o final do ano.

Para se ter ideia, boa parte das contratações até agora como Lucas Pratto, pelo Atlético-MG, e Thiago Mendes, pelo São Paulo, contaram com investidores. Logo depois do anúncio da Fifa se tornar público no Brasil, pelo menos uma transação importante de clube nacional que contava com investidor ficou ameaçada.

Para especialistas ouvidos pelo blog, na prática, a participação de terceiros em direitos de jogadores acaba no final do ano. Nenhum fundo investidor vai querer botar dinheiro em um contrato de um ano sendo que não há garantia da venda do atleta. A única possibilidade é que os empresários corram para fechar negócios até o final do ano, última chance de ter um acordo longo.
rodrigomattos
19/12/2014
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Agentes ou Intermediários no Futebol

Recentemente a imprensa brasileira noticiou que a FIFA pretende desregulamentar a atividade dos agentes de futebol a partir de 2015. Esta informação teria vazado de documentos confidenciais. Contudo, a novidade não era inesperada.

A reduzida importância dos agentes de jogadores licenciados, no dia a dia do futebol, pode ser ilustrada em números. Com 246 inscritos, o Brasil é detentor de um dos maiores números de agentes de jogadores licenciados, dentre todas as associações (países/confederações). Contudo, para um país com dezenas de milhares de jogadores profissionais espalhados por todo o globo, a quantidade é pequena. O fato da CBF não oferecer mais exames para novos agentes de jogadores, desde 2010, pode ser visto como outro sinal do reduzido uso das licenças para agentes.

Players’ Agents Regulations Na verdade, a atividade e regulamentação do (muitas vezes erroneamente chamado)1 “Agente de Jogadores FIFA” já vêm sendo discutidas, por muitos anos, por diferentes grupos de trabalho. Finalmente, em janeiro de 2012, um Comitê para Futebol de Clubes, recentemente composto pela FIFA, tem lidado com projetos de regulamentos e concluiu que o direcionamento dado pelos grupos de trabalho devem prosseguir 2. No início de 2013, um Subcomitê para Futebol de Clubes foi formado, para lidar exclusivamente com o objetivo de reformar o Regulamento dos Agentes de Jogadores. O Subcomitê discutiu diferentes opções, até definir as três principais conclusões a seguir: (1) o sistema de licenciamento atual deve ser abandonado; (2) um conjunto de normas e requisitos mínimos deve ser estabelecido no futuro quadro regulatório da FIFA; (3) deve ser criado um sistema de registro de intermediários. O Congresso da FIFA 2013 aprovou que um grupo de trabalho definirá os três pontos acima, de modo que uma versão final da regulamentação do relacionamento com intermediários possa ser submetida ao Comitê Executivo da FIFA. O 64ᵒ  Congresso da FIFA, que se realizará dias 10 e 11 de Junho de 2014, em São Paulo, baseado na abordagem do Subcomitê para Futebol de Clubes, decidirá sobre eventual alteração dos Estatutos da FIFA. 3 A atual situação de incerteza é retratada pelo comunicado da FIFA, datado de 31 de janeiro de 2014, o qual informa que o próximo exame para agentes de jogadores será realizado dia 3 de abril de 2014, enquanto que o mesmo comunicado ao final afirma que: “o atual sistema de licenciamento será abandonado a partir do verão de 2014”. Diante disso, o fim do atual licenciamento de agentes de jogadores é previsível. Contudo, os detalhes ainda não foram decididos pelo Congresso da FIFA.

É possível existir futebol sem agentes de jogadores licenciados? O art. 4 do vigente regulamento que rege a aplicação dos Estatutos da FIFA estabelece que “jogadores podem utilizar os serviços de agentes para negociação de transferências. Somente agentes de jogadores possuidores de licença podem realizar este trabalho.” O art. 4 do Regulamento de Agentes de Jogadores salienta ainda que “os pais, irmãos ou cônjuge do jogador também podem representa-lo na negociação ou renegociação de um contrato de trabalho”. Além disso, “o advogado que exerce legalmente sua atividade pode representar um jogador ou um clube na negociação de uma transferência ou contrato de trabalho”. De fato, quem quiser se denominar agente de jogadores, pode fazê-lo. Atualmente, jogadores são comumente representados por um tio, primo, amigo da família, etc. As intenções desses “agentes” muitas vezes são nobres, já infelizmente o conhecimento sobre sua função, normalmente é precário.

Então qual é a diferença entre um agente de jogadores licenciado e não licenciado?
É uma diferença jurídica: Apenas a atividade de um agente licenciado recai sobre a jurisdição da FIFA.

O que muda se o agente está ou não sob a jurisdição da FIFA? Pela violação dos regulamentos da FIFA, sanções podem ser impostas aos agentes de jogadores licenciados, jogadores, clubes ou associações. Se, por exemplo, um jogador ou um clube não pagar a comissão de um agente de jogadores licenciado, o agente licenciado tem a possibilidade de pedir à FIFA (ou em uma superior instância, à Corte de Arbitragem do Esporte – TAS/CAS) que sancione o jogador/clube, para os forçarem a pagar. As sanções podem ser, no caso de um jogador: multa, suspensão por jogo ou até banimento de qualquer atividade relacionada ao futebol. No caso de um clube: proibição para realizar transferências, dedução de pontos ou rebaixamento a divisão inferior. Diferentemente, um agente não licenciado terá que pleitear seus direitos na justiça ordinária, que é especialmente complicada em causas internacionais. Estes agentes não licenciados, portanto, devem estar bem assessorados por advogados desportivos experientes, antes de participar de qualquer negociação envolvendo transferências. Tem sido assim durante a vigência das atuais normas e continuará sendo altamente recomendável sob as novas regras – particularmente em casos envolvendo dimensões internacionais. O advogado desportivo também será capaz de revelar ao até então agente, no futuro chamado de intermediário, os prós e contras de uma eventual cláusula compromissória. Um contrato cuidadosamente elaborado entre o intermediário e o jogador ou clube, se tornará ainda mais crucial sob as novas regras, uma vez que a FIFA definirá apenas os critérios mínimos. Como mencionado acima, a FIFA ainda terá que determinar estes critérios, e aprová-los.

Michaël Christian Duc


1 Nota da FIFA: Agentes de jogadores são licenciados diretamente por cada associação. Portanto, não existem agentes de jogadores da FIFA.
2 Veja ata do 62° Congresso da FIFA, de 24 e 25 de maio de 2012, em Budapeste.
3 Veja ata do 63° Congresso da FIFA, de 30 e 31 de maio de 2013, nas Maurícias.
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Fifa antecipa fim de investidores nos direitos econômicos dos jogadores

Nova medida imposta pela entidade vale a partir de maio de 2015. Contratos assinados até 30 de abril podem contar com intermediários no prazo de um ano

O fim dos jogadores com direitos econômicos fatiados já tem data marcada: o Comitê Executivo da Fifa decidiu antecipar a medida para maio de 2015. A norma prevê que apenas os clubes sejam os donos dos direitos econômicos dos atletas.

Em setembro, a Fifa havia prometido um período de transição de três a quatro anos antes do banimento completo da "terceira parte", criou comissões para debater o assunto e sugeriu novas medidas, como limite de percentual do investidor nos direitos de cada jogador. Mas, nesta sexta-feira, a entidade foi radical e definitiva.

Já os novos compromissos, assinados até o próximo 30 de abril, estarão limitados por até um ano, conforme decido na reunião do Comitê Executivo órgão do futebol internacional.

A nova regra da Fifa afeta diretamente o futebol brasileiro, que segue a lógica do mercado sul-americano, na qual os investidores são proprietários de parte dos direitos econômicos de jogadores, principalmente de jovens que despontam na base.

A medida trará consequências para o mercado do país, já que afastará de vez os investidores, responsáveis por bancar grandes transições. Uma solução poderá ser a assinatura de contratos até o final do ano.

Na contramão da América do Sul, a Uefa foi defensora fervorosa do banimento. Segundo a imprensa inglesa, a entidade europeia foi pressionada por clubes da Premier League, insatisfeitos em dividir os direitos econômicos dos principais jogadores com investidores. Um destes exemplos é o português Jorge Mendes, acusado pela mídia britânica de usar empresas em paraísos fiscais para comprar jogadores como Di María (Manchester United) e Diego Costa (Chelsea).

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LANCEPRESS! - 19/12/2014 -  Marrakech (MAR)